Vamos falar um pouco sobre inovação no setor de mineração do nosso país


22 Nov

Pres. Wesley Souza 

Presidente BRIDGE

O nosso país vem passando por uma verdadeira transformação organizacional no período de pandemia, as organizações estão se questionando cada vez mais sobre seus processos internos e suas relações com com o alto desempenho organizacional, sabemos que a tecnologia chegou de vez para ajudar. As organizações estão buscando, no mais, o aumento da produtividade, eficiência e redução de custo de forma mais segura ao colaborador e mais intuitiva aos gestores; esse processo pode e deve ser alavancado pela mão de obra mais eficiente e/ou através de novas tecnologias. 

O processo inovador depende não só da competência interna das empresas, mas também da capacidade que elas têm de interagirem com outras organizações, em particular com as universidades e centros de pesquisa. E essa interação é função da nossa ICT, ser a engrenagem pensativa e executora das soluções. Talvez o projeto mais audacioso e inteligente de grandes mineradoras como VALE e RIO TINTO é a “MINA DO FUTURO”, alocando projetos de PD&I.

 A VALE uma das maiores mineradoras do mundo, não à toa, aumenta sua eficiência de produção através de um robusto investimento em P&D o qual possibilita menores custos e consequentemente torna seu produto com preços bastante competitivos. Podemos citar também a Mineradora CBMM em Araxá-MG com seu forte investimento em PD&I no desenvolvimento da produção do Nióbio. Mineração Curimbaba em Poços de Calda-MG também desenvolve uma série de aplicações para produtos com base na bauxita refratária, atendendo a uma ampla gama de segmentos (petróleo, fundição, cerâmica, óleos, microfusão, etc). A Galvani desenvolveu um processo de peneiramento a seco para beneficiar fosfato em uma região onde a falta de água é um fator crítico. A Galvani também desenvolve um processo de mineração de fosfato com aproveitamento de urânio em Santa Quitéria/CE. Empresas como a SAMARCO, GERDAU, também merecem ser destacadas. 

Destacamos o maior incentivo à inovação via Ministério de Ciência e Tecnologia, que é a Lei do Bem (11.196/2005 e IN 1187/2011), que concede incentivos fiscais às empresas que investem em PD&I.Foi editada a norma NBR 16501:2011, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e implementação de sistemas de gestão da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e é aplicável a qualquer organização, independentemente do porte, tipo e atividade. Suas diretrizes são genéricas e pretende-se que sejam aplicáveis a organizações que desejem iniciar ou aprimorar as atividades da PD&I, e definir, implementar e melhorar um sistema de gestão de acordo com sua política.

Levantamento da Harvard Business Review apontou que a inovação é responsável por 38% das receitas e por 61% do lucro das empresas no mundo, estimulando que companhias como a Vale, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e Votorantim Metais apoiem o Centro de Inovação e Tecnologia Senai/Fiemg, no Horto. Existe uma visão distorcida de que PD&I envolve altos investimentos, laboratórios de grande porte e a contratação de cientistas, o que acarretaria em altos custos. Por outro lado, há uma percepção de que o setor mineral é pobre de tecnologia e inovação, o que não corresponde à verdade. 

Segundo o Eng de Minas Mathias Helder do Departamento Nacional de Produção Mineral, a solidificação de um sistema de PD&I na mineração brasileira permitirá um fluxo de melhorias, alinhando a sua competitividade aos demais países de expressão minerária (EUA, China, Austrália, Canadá, África do Sul, etc). Negligenciar esse aspecto pode ter um enorme custo, com perda de mercados e redução da atividade minerária. E é sempre importante ressaltar que o desenvolvimento da educação é um alicerce fundamental para a PD&I e efetiva implementação das inovações e melhorias. É bom ressaltar que o conhecimento existente (processos, tecnologias, projetos) em uma empresa é um ativo intangível valorizando seu capital humano e deve ser continuamente trabalhado e potencializado, contribuindo para a competitividade e melhoria contínua. Os ganhos são diversos: redução de custos, elevação de participação de mercado, redução de impactos ambientais/sociais, ganhos de imagem, obtenção de vantagem competitiva e atração de talentos com a implantação de um círculo virtuoso na empresa.

Por isso, o ICT BRIDGE vai ajudar nesse novo momento que nosso país está passando, possibilitando a interação de pesquisadores com mestrados, doutorados e Pós-Doutorados com o setor de mineração  e outros setores, acreditamos no potencial das empresas Brasileiras, basta elas fazerem a escolha certa pela inovação.    

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